tens a exactidão e o pudor de um teorema matemático.
unicamente por isso,
é que a tal ponto desejava passar sombrios, desprezadores dedos nos teus cabelos,
tuas chavetas contidas
[ou serão parêntesis rectos contendo
símbolos sem a menor angústia existencial?]
desejaria, só por isso,
encarnar momentaneamente duchamps
e ter coragem de em ti desvendar um repelente bigode
que defina o teu sorrir sem tristeza nem alegria.
não é que falte algo à tua perfeição:
a não ser,
bem entendido,
o drama vital das imperfeições.
sábado, 12 de fevereiro de 2011
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